Città eterna
Contra todas as expectativas (e contra o bom senso, também), estou de volta de uma visita relâmpago à cidade eterna. O sentimento de culpa está cá, sempre que vejo que o tempo é cada vez menos e o atraso cada vez maior. Mas o corpo - e, neste caso, a mente também - agradece…

Aproveitando a oferta do Sapo, rumamos à cidade eterna, no voo madrugador das 6h30. Não tivemos muito tempo a perder… tivemos que ir levantar os bilhetes para a ante-estreia a outro hotel, vestirmos-nos num instante e regressar a S. Pedro. A ante-estreia foi num anfiteatro dentro do Vaticano, e tinha muita… muita… muita gente! [já sabem que eu não sou a pessoa adequada para atirar um número :)] O filme, “Nativity”, também foi giro - apesar das poucas horas de sono desse dia - e bastante fiel à história do Natal, tantas vezes contada e com pormenores sempre novos… E à noite ainda fomos passear um bocadinho depois do jantar. Jantar :))) Gressini e pasta e cappuccino :)) E nutella… eu sei que a nutella é igual em todo o lado. Eu nem gosto de nutella, a sério. Mas aqui… só me apetece comer nutella, e de colher :) [Vestígios dos dias em que a contenção económica nos ensinou que nutella podia ser uma grande sobremesa, não é Manu?)
E o dia seguinte foi dedicado a caminhar um bocadinho pela cidade…
Roma tem qualquer coisa que eu não sei explicar bem, não por palavras… Por isso as pessoas muitas vezes estranham que quando eu digo que é a minha cidade preferida. Porque é um bocadinho caótica, e de um castanho acre que não deixa esquecer que o tempo passa, que não é de uma beleza limpa. A primeira vez que eu estive aqui tinha um sorriso que não conseguia tirar, pelo fim de umas férias inesquecíveis; os pés cheios de quilómetros felizes, o coração cheio de pessoas que se tinham cruzado no caminho, de conversas imprevistas à luz das fogueiras sicilianas, da sensação de que o mundo, afinal, era tão pequeno e isto era apenas o começo. Os olhos, pequenos demais para o Pietà, para a água clara da Fontana di Trevi, para a luz ampla da Piazza Navona… Não é a memória de uma experiência com todas as comodidades, e longe disso… é a memória de qualquer coisa de novo a crescer cá dentro, nós próprios, a descobrir algo de surpreendente. E Roma para mim é esse sorriso, essa liberdade, que sabe a um regresso a casa… que faz querer voltar de cada vez, ficar mais tempo.
Por isso soube a pouco! O Harry foi comigo, mais uma vez. Mais uma vez, ficou na mala. Agora, é voltar à recta final… a confiança já foi maior, o medo menor. Fica a sábia esperança da frase de uma amiga: “Vamos acreditar nas potencialidades da mente humana…. não da minha ou da tua, da mente em geral :))”. E, citando a Kikas, aqui fica o meu último evento social antes do grande dia!






